quarta-feira, 15 de junho de 2011

Impotência

Quando a única alternativa que lhe resta é o teu jeito, da-se a prova de que o sistema é podre!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

E se eu não votar na Besta?

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Eu venho analisando de forma bem peculiar as eleições de 2010. Já que “meu candidato”, A Besta (caso não saibas, é o número 666 CONFIRMA, leve sua colinha), não está em campanha esse ano, só concorrendo, passo todo meu “tempo eleitoral” voltado para a análise dos demais candidatos. Essa análise, mesmo que interessante, é triste. Se eu não votasse na Besta, eu votaria em quem?
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Não vou entrar no mérito generalizado da prosopopéia flácida de “Por isso, no dia tal, eu preciso do teu voto!”, ou, o de chegar numa escola dizendo que a “prioridade é a educação”, no hospital arrotar que “a prioridade é a saúde”, ir na puta que o pariu e dizer que “a prioridade são as putas”. A prioridade é a qualidade que está em “primeiro” lugar. Como priorizar TUDO? Que absurdo! Que merda, que baita merda!
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Mas não. Analisar as peculiaridades de cada um é mais divertido (e triste também) do que as citadas anteriormente, aquelas são idênticas de candidato para candidato.
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Foda-se a ordem e a tua (tu, quem está lendo) impressão sobre uma pseudo preferência minha por um ou outro. Não há, mas se achares que estou assumindo partido, o problema é teu e de teu antolho.
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Como votar na Dilma? Ela não é o Lula, acabou o assunto! - “Mas tu estás dizendo que depois do Lula não pode vir outro presidente, ou um sucessor de mesmo partido?” De forma alguma, estou dizendo que a campanha da Dilma é “vote na Dilma para ser Lula Lá”! - Se a Dilma é a melhor candidata, porque a campanha Dela é uma campanha “para o Lula”?
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O Serra pode ser dono (ou colocar no nome de familiares) do que ele quiser. Mas dificultar a vida de empresas concorrentes da sua através do poder público é crime! E quem disse que São Paulo é bom!? A campanha Dele é fazer do país uma São Paulo! Se a imprensa de São Paulo não fosse pior que a de Torres (RS), colocando notícias ao invés de propagandas, Ele seria algo além de Sr. Burns? Se não fosse preso, acredito que não.
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Como votar na garota propaganda da igreja evangélica? A Marina não está em campanha para presidência, e está feliz daquele jeito pois só não tem mais sucesso em sua campanha do que a Dilma. Entrou para fazer propaganda da igreja, e seu objetivo está completo.
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Não vale a pena falar do Burocrata Bundão ou do Imbecil que afirma que o braZil precisa de uma bomba atômica para ter paz (o país está sendo ameaçado?).
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Olha, se já não tivesse vendido meu voto para A Besta por uma vaguinha no inferno, eu tava fodido.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Direito" democrático goela a baixo

Recebo diariamente propagandas em formato de SPAM. Drogas tranquilizantes, viagras, aumentos penianos, promessa de "ejacular como um astro pornô" (porque diabos alguém gostaria de ejacular como um astro pornô?). Tu já compraste algo que lhe foi oferecido assim? Eu não.
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Direito o cacete! se já não bastasse o voto ser OBRIGATÓRIO (o que já descaracteriza o termo "direito"), agora a porra da propaganda política vem em formato de SPAM. Como eu vou votar num SPAM?
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É como votar num vírus, votar a favor de uma gripe, de um cancêr!
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Tu vai votar em algum distribuindor de SPAM? Vais comprar essa mercadoria?
(detalhe: TODOS os canditados fazem isso).
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NÃO, eu não vou votar!
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Não esqueça, se comprares esse produto, é evidente que algum dos produtos anteriores tu também és comprador!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dinâmica dos Corpos (corpos podres)

Conceito

Dinâmica: “(... )Parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos, relacionando-os às forças que o produzem (...)”.
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Estática: “(... ) Parte da mecânica que estuda o equilíbrio dos corpos sob a ação de forças (...)”.
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Prólogo a parte...
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Sarney
Temmer
Collor
Calheiros
Barbalho
Roseana Sarney
O filho do Sarney
Ideli Salvati
Marta Suplicy
Dirceu
Delúbio Soares
José Genuíno
Pedro Stedile
José Rainha
Minc
Marcos Valério
José Adalberto Vieira
José Nobre Guimarães
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Esses “corpos” estavam presentes nos principais escândalos nos governos “Collor”, “FHC” e alguns em outros anteriores também, onde eu ainda não tinha idade apropriada para me interessar por filmes de terror e colonoscopia da população assistida em rede nacional.
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Esses “corpos” estão em campanha hoje ao lado de quem está no poder. Esse esclarecimento não passa nem perto de uma campanha “fora-Lula” (ou, “Dilma-NÂO”, como queiram, sabemos de quem é a campanha). Esse é apenas um esclarecimento físico.
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Temos de dar o devido valor aos representantes dessa lista de corpos podres. Tchê, olha o enorme movimento que Eles tiveram ao longo dos períodos de dois ou quatro anos para ficarem exatamente no mesmo lugar, no topo.

domingo, 11 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comoção Nacional

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Gostaria de sentir-me braSileiro, mas não.
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Gostaria muito de ver aquela Praia de Copacabana lotada como num jogo da Seleção braZileira de Copa do Mundo, para conferir e vibrar com a apuração dos votos numa eleição. Mas não.
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Gostaria de ver as pessoas chorando desesperadas quando vissem o rumo do país foder-se mais uma vez nessa apuração, ou em mais uma matéria deprimente de um escândalo político nacional. Mas não vejo.
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Seria espetacular se saíssem em carreata no meio de uma noite, noite sem jogo de futebol, devido a notícia de prisão de um desses ladrões assassinos que povoam o Senado Federal. Mas isso não acontece, e sejamos coerentes, não acontecerá!
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Aí sou criticado quando torço com propósito incomum na Copa. E penso: .I.
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E o velho sábio...

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Razão.

Eu disse!
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domingo, 20 de junho de 2010

Um peso, várias medidas

Antes do jogo braZil X Costa do Marfim, os comentaristas da Globo, guiados sempre pelo Sr. Imparcialidade Galvão Bueno, vibravam com a decadência da França no Copa do Mundo. Argumentavam que a França estava merecendo se foder, já que estava na Copa devido a um gol que teve origem uma “ajeitada” de mão de Thierry Henry.
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Agora, (o jogo está no segundo tempo) Luis Fabiano, evidentemente do braZil, acaba de fazer um gol que praticamente coloca a seleção mais Filho da Puta de todas na próxima fase dessa competição. Tal gol, SÓ! foi possível graças a DOIS dribles feitos com o braço. Ou, graças a Deus, segundo leitura labial em sua comemoração com os dedos em riste, na direção de uma força metafísica que certamente não olha pelas outras equipes e nações.
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Mas o mais interessante não é o já conhecido caráter de jogadores de inútilbol. Foda mesmo foi a comemoração do Galvão Bueno e seus imbecis pela falta de visualização do árbitro (cara que arbitra) e, é claro, agradecendo a malandragem braZileira.
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Não me chame de braZileiro!
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Correção, acabou o jogo. Luis Fabiano diz que esse foi o gol mais bonito de sua carreira, e "essa" foi uma "mão santa, uma mão de Deus".
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Mais uma vez: Não me chame de braZileiro!

sábado, 19 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mais uma idéia não compreendida

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ECOEFICIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO:
SISTEMAS INTELIGENTES
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“O sistema que, para seu funcionamento, tenha todo, ou o possível, de seus recursos gerados de seu próprio sistema, é eficiente, e principalmente, inteligente”.
Jaime Maggi Fernandes
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Resumo
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A sustentabilidade, na construção, baseia-se no uso inteligente dos recursos necessários para o desenvolvimento da atividade, assim como em obter resultados mais eficientes desses recursos. Tudo, com menor impacto possível nas futuras gerações, que, são dependentes dessa fonte de recursos, ou outras fontes, direta ou indiretamente ligadas a essa. O presente artigo aborda uma síntese dessa mecânica entre o problema e as possíveis soluções que a arquitetura oferece para o uso equivocado de recursos na construção.
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Introdução
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Já consolidada (consolidada como conceito, não como prática da sociedade), a idéia de ações sustentáveis na construção é: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Então, analisa-se o problema do planeta, por exemplo. Dele, subdividimos e analisamos os problemas dos continentes, depois de países e regiões, no mesmo processo chegamos às comunidades, bairros, ruas, residências, até chegarmos no indivíduo. A partir do indivíduo a análise é igualmente complexa e não menos importante, já que a sociedade é um organismo, e o indivíduo, um “pedaço” desse organismo. Todo problema observado em um sistema, como o “sistema planeta”, tem sua análise originada do indivíduo. Então, sabemos onde podemos chegar na procura do início de um problema, no infinito. Assim, inteligente é analisar e aprimorar a dinâmica desse problema, e sua cura, ao invés da procura “infinita” pela origem problemática.
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Revisão Teórica
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As afirmações e ações, quando existentes, da arquitetura sobre o uso racional de recursos, já são conhecidas, e seus resultados, positivos e negativos, também. É sabido que o problema é cultural. A educação que é dada, tanto na formação de profissionais, quanto na ação desses em repassar essa informação para sociedade, é coerente, inteligente e séria; no entanto, incompleta.
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As informações sobre o Relatório Brundtlan* e suas conclusões, por exemplo, são importantes para o acadêmico. No entanto, para o “acadêmico formado” (profissional), entender a necessidade de um projeto inteligente e eficiente, e, principalmente, aprender a fazê-lo, é passada quase que despercebida. Muito é falado sobre o aproveitamento de água da chuva e reciclagem da mesma, por exemplo, mas a maioria dos arquitetos e engenheiros não sabe qual a diferença entre uma torneira comum e uma de ¼ de fechamento cerâmico, tampouco sobre as relações de eficiência energética entre as mesmas.
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* Relatório Brundtlan - documento intitulado “Nosso Futuro Comum”, publicado em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
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Segundo a CEBDS**, "reduzir o consumo de materiais e energia com bens e serviços, e agregar valor aos mesmos, assim como a dispersão de produtos tóxicos, reciclagem, e uso coerente de recursos e produtos mais eficientes, são a base para Ecoeficiência". O profissional (da construção) é o responsável em conscientizar a sociedade desses elementos.
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** CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.
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Tornar esse processo de evolução da sociedade é demorado. E ao contrário do que a própria sociedade pensa, pode ser lucrativo. Os indivíduos, as empresas ou os setores públicos, não entrarão num processo, que lhes apresenta desvantagem econômica. Não vão e não devem! Como o próprio conceito da CEBDS afirma, “agregar valor”. Agregando valor aos sistemas sustentáveis, a sociedade não só fará pelo bem do planeta e de futuras gerações, fará com objetivos economicamente positivos.
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A empresa GERDAU***, por exemplo, assim como outras do ramo, hoje, vendem armaduras com barras já cortadas e dobradas, conforme projeto estrutural. A empresa ganha com isso, pois cobra pelo corte e dobra, mas, principalmente, o cliente, que compra aproximadamente 10% a menos de ferro em relação às barras inteiras. O cliente ainda obtém vantagens financeiras e de tempo na mão de obra, que deve apenas montar as armaduras. Além do ganho técnico, com um padrão de estrutura superior. Mesmo que o objetivo dessas empresas seja o lucro, estão contribuindo positivamente. O departamento de marketing da empresa citada não usa isso de maneira inteligente como propaganda eco-ambiental, até o momento (como propaganda, usa apenas as origens de sua matéria prima: reciclagem). Mesmo assim há sobras de ferro, essas, voltam para GERDAU, onde são reaproveitadas.
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*** GERDAU - fornecedora de produtos de aço, como ferros longos, malhas pregos e outros.
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Considerações Finais
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É o profissional da área o responsável direto pelo estado positivo ou negativo de uma ação no meio. A sociedade, que procura esse profissional, é passível de persuasão, através de considerações práticas, como informações técnicas de eficiência de um ou outro produto, e também econômica (fundamental). Mesmo com a mobilização de entidades sobre o tema, muito pouco é feito no sentido de “ensinar a fazer”. Não há fundamento em realizar inúmeras palestras e artigos (como este! hó...) sobre conscientização para os riscos de uma cidade não auto-sustentável, quando não há educação sobre a prática dessa tendência obrigatória.
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Muita crítica é feita sobre empresas, no entanto, as maiores ações positivas para uma sociedade sustentável são delas. Além da já citada GERDAU, empresas como Grupo Abril, bancos, e, até mesmo a Petrobras, tomam mais medidas que o setor público ou indivíduos isoladamente. Então “vilãs” com objetivo financeiro, disfarçadas de “eco - heróis”, contribuem mais que usuários dessas empresas (profissionais e clientes). Para o Planeta e para as futuras gerações, os resultados obtidos dessas ações valem, seus motivos não.
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Não é mais tempo de se falar sobre sistemas sustáveis. As medidas estão atrasadas!
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Esse artigo, entra na minha extensa e espirituosa relação de atividades não compreendidas. É definido: não faço parte do comum!
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quinta-feira, 11 de março de 2010

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Texto editado (vulgo apagado) por motivos de orgulho! raiva! e mais um monte de merdas!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Análise

Dicionário: análise.[Do gr. análysis.] Substantivo feminino. 1.Ato ou efeito de analisar. 2.Separação ou desagregação das diversas partes constituintes de um todo; decomposição; 3.Exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações, entre outros. (...)4;5;6 e 7; 8.E. Ling. Análise lógica. (...)9; 10.Filos. Determinação dos elementos que se organizam em uma totalidade, dada ou a construir, material ou ideal.

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Digo mais. Digo que, se é “análise” de uma determinada parte, essa parte faz “parte” de um único elemento. Pensando em um elemento sem corrermos o risco de “esquecer” uma parte qualquer, analisaremos o elemento TUDO. Simples e complexo, o tudo vai além de nossa medíocre e limitada linguagem (não a falada, mas o processo mental comum) e cinge absolutamente tudo. NADA fica de fora.
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Como, tudo é constituído de Quarks, e, aparentemente, dentro de um quark há o NADA. O próximo passo do processo de análise é perturbador, complexo, porém, simplesmente ridículo de tão óbvio.
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Mentes que se dizem (mentem para o travesseiro, o espelho e para ignorantes) coerentes, não passam de Criacionistas quando afirmam que o TEMPO pára em determinado momento do universo e depois de um “determinado instante de tempo” retorna as “atividades”. Ora, a matéria nesse “momento morto” é matéria morta, mas, e o tempo que leva entre o tempo que se torna estático e o instante da volta ao estado dinâmico? O que faz esse tempo retomar suas atividades? Um dedo no rabo? Uma varinha mágica? Deus? Essas mentes não são apenas criacionistas, são fiéis a uma força metafísica. Passaram gerações arrotando um ateísmo dúctil. “(...)mas o tempo sofre um processo de aceleração(...) ”. E? Ciclos não são apenas circunferências exatas. Aliás, em um trecho (semi-reta) de tempo variável é mais coerente analisarmos aceleração. Assim:
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Agora, pensemos em um modo de energia perpétuo.
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Já que, sabe-se, dentro da menor matéria tem NADA, e, TUDO é constituído dessa menor matéria, concluí-se que, o tudo é formado por uma série de nada’s. Bem, pensemos agora em valores para tudo, e, para nada. O tudo, é tuuuudo, absolutamente tudo, então, só uma coisa pode representar o tudo, sendo ele o único elemento a abraçar a totalidade: o número “1 (um)”. Não é preciso usar de muita imaginação e coerência para pensarmos em um número que represente o nada, se alguém pensar em algo em detrimento de “0 (zero)” pare de ler agora e foda-se.
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Bueno. Agora daremos o número dessa “menor partícula” que constitui a totalidade das coisas, e o chamaremos de “x”.
Então, façamos uma analogia:
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O nosso tudo será uma caixa de uvas. O conteúdo das uvas será o nada. E o número de uvas, o número dessas “menores matérias possíveis”. Sabemos então que o número de uvas é o “x”. A grande questão do universo é: O que um monte de nada’s forma? Ora, observe a obviedade matemática:
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Então, sendo o TUDO, um número “x” de nada’s, esse processo (perpétuo) é abastecido com a necessidade de precisarmos de um “instante de tempo” para que “algo aconteça”. Assim como precisamos de que “algo aconteça” para que um instante de tempo se transcorra. Esse “ciclo” é perpétuo. Não sendo possível aquela parada no tempo apontada pelos fiéis disfarçados de cientistas.
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Então, eu?
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Eu sou o centro do universo, do meu universo. Quando me movo, no tempo, (lembrando que o tempo é algo que leva um determinado “instante de tempo” para que um determinado processo de matéria faça algo) todo o meu universo move-se no mesmo tempo e intensidade (o que impossibilita a viagem no tempo, já que, quando chego no futuro ou no passado, o que eu noto é o presente daquele instante, assim como todo o meu universo).
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Interessante é a comunicação desses universos (o meu, o seu, e os demais universos, dos quais, com a maioria ainda não nos comunicamos). Ora, nada é algo, todos os universos estão “encostados”, direta, ou indiretamente (através de outros universos).
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É assim que o universo funciona, e como nos comportamos “nele”.
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Agora uma viagem: Qual o próximo passo? Acredito (sendo que, a teoria acima não é uma suposição, mas uma constatação), que o próximo, ou, um próximo, passo evolucionário, será a união desses universos. Como uma grande mente coletiva (todas, formando uma) e quando isso acontecer, essa “nossa mente” se comunicará com outras partes do tudo, num processo eterno, para que o tempo não pare, e não precisemos de um dedo no rabo. Agora, se não concorda com esse pensamento, reze por uma proctite leve, pois o dedo de Deus é grosso.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Silêncio ensurdecedor.

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Muitas pessoas vieram a mim na última semana. Todas queriam saber como foi. Saber o que eu vi e ouvi. Saber quais sensações senti. O que trouxe comigo de Buenos Aires. Obviamente não é da cidade portenha o interesse dessas pessoas.
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Sempre que comecei a explicar, falando ou escrevendo sobre o show do AC/DC, me deparei com um problema, que, lá mesmo, no estádio do River Plate, já imaginava que teria no futuro.
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Quando o som das caixas do palco silenciaram, e as luzes se apagaram, era possível tocar nas sensações que as pessoas ao meu lado exalavam. Era físico, palpável. Os gritos e braços em riste, de punhos cerrados, excetuado os dois dedos característicos, deixava claro: o Show vai começar.
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O espetáculo começa, de maneira absurda, e penso: “Esse é o ponto máximo do show”. Não parecia ser possível superar aquela emoção. Erro, e longe, a cada segundo repito a frase anterior comigo mesmo, até trocá-la por “Onde isso vai acabar!?”.
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A Locomotiva, a Rosie, o streep de Angus Young em “The Jack”, ver Malcolm Young, Cliff Williams e Phil Rudd como no início dos anos 70, e, eu, ao lado do palco, eram apenas o detalhe. Após algumas músicas, as luzes se apagam novamente, e o barulho de roldana anuncia que o Sino desce vagarosamente no centro do palco, todos os olhos procuram Brian Johnson, sabendo o que virá. O refletor, apontado para o meio do estádio, na extremidade da imensa passarela que estende-se sobre o público, indica o vocal que rosna a frente do AC/DC. Ele atiça a platéia que explode como se o estádio corresse junto com Ele até pendurar-se em “Hells Bells”. Mais uma vez erro ao pensar que, dali, não seria superado.
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Não era sequer o começo. Os 15 minutos de solo de Angus no palco que o eleva uns 5 ou 6 metros, em meio a uma chuva de papeis picados no centro do estádio, a face endiabrada com uma tiara de aspas vermelhas, se esperneando no chão como que sendo eletrocutado, te fazem pensar que nada pode descrever o momento. Ou estás ali, vendo, ou jamais saberá do que falo.
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O show acaba. Obviamente apenas esperando o pedido de bis ao som de “olê... olê... olê... AC... DC...”. Voltam com “Highway To Hell”, e mesmo esse parecendo ser mais o “caminho do paraíso”, tu acreditas no som e na sensação que os acordes te passam.
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Tudo escuro novamente, silêncio ensurdecedor. Me emociono, sei o que virá, me arrepio cada vez que isso me vem em mente. Os primeiros acordes de guitarra ecoam enquanto pode-se ver uma dúzia de canhões projetando-se quase que na platéia. As pessoas estão atônitas. Então ponho minhas mãos na cabeça, penso em como explicar aquele momento quando questionado no futuro, desejo profundamente que aqueles para quem eu gostaria de explicar estivessem ali, ao meu lado, pois é frustrante saber que não há linguagem suficiente em nossa espécie para descrever aquele momento. Os gritos de “Shoot... Shoot...” acionam os canhões repetidamente, fazendo o estádio e o peito tremer, então, “For Those About To Rock, We Salute You... Fire."
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sábado, 7 de novembro de 2009

###### que NÃO é o de ######

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######## que não é o de ######.
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Ps 1. Esse texto já ######## - quase ####### – de qualquer forma, é a resposta ao ######## de #######, que pode ser ######## em ########.
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Ps 2. Esse texto está ########### - novamente - pois, ao que me parece, seu ###### não ##### nem ########- logo, fui ######### e ###### algo mais #######, para que ###### envolvidos não se #####, digo, não me #####, ou algo assim.
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Ps 3. Como fui aconselhado a dizer o que quero, sem dizer o que realmente quero, ou seja, dizer ##### nenhuma, acredito que o texto ficou melhor assim. O título também foi editado.
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Prólogo a parte... segue.
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Para ######### da região de uma cidade, que, “#####” ser ######, ##, mas! não é, eu poderia dizer que o ####### da cidade de #####, ##### !!! pessoas, mas não vou dizer.
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Eu poderia dizer, que a esmagadora maioria dos ###### de uma cidade, que, poderia! ser ##### (mas não é) são #######, famintos por ##### de ####, #### alheias. Mas não é o caso. Posso também afirmar que alguns ####### de ###### acabam sofrendo com a imagem negativa que esses ####### de #### deixam para a classe. Mas jamais afirmaria isso.
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Eu posso afirmar que esses “imaginários” ####### não ###### de forma #####, mas sim ######, pois o fazem por prazer. Mas não afirmarei tal ######. Querendo, poderia “fantasiar” um caso específico, onde um desses ###### “imaginários” fizera questão de não ###### para ###### a #### de alguém. E mais, contava o ##### como vantagem pelas ruas da cidade, demonstrando “#####” sobre ##### #####, já que não teria poder sequer na cama com uma ##### qualquer, e esse era seu desforro. Mas quem sou eu para ##### tal #####? Que ##### ####### tal #### propositadamente? Não, acredito que nenhum.
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Posso afirmar que, esses seres, que não possuem capacidade de ##### ###### nem a uma cabra, despejam suas frustrações em ##### ##### diante de suas mãos cobertas de ##### e #####, ingeridos em uma vida inteira de ######### e ######## que não puderam suportar. Assim, afirmando, que nessa minha “imaginação fértil” esses ###### ####### ######## por prazer e ######, pelo simples observar nos ##### da ##### diante de si o espanto da ########### #######. Poderia afirmar que isso lhes daria muito mais ##### do que um ######, ainda mais depois do insucesso com a cabra. Poderia, mas não afirmarei.
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Poderia afirmar, mas isso apenas se não fosse tudo fruto de minha ###### imaginação ####### – ######, que, esse ######, que poderia ser de ######, ##, mas não é, continuaria ###### ##### de propósito, pois nada seria feito para #######. Mas não vou inventar isso.
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Se, esse ###### ####### fosse real, coisa que não é, lhe aconselharia que jamais pedisse ##### ###### por aquelas bandas, pois estarias assinando atestado de ##### e certamente ###### alí. Sorte nossa que ### ##### é apenas fruto de minha ##### ######, que ##### e ##### dos ##### e ##### de #####.
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Eu realmente poderia afirmar todas essas, e mais milhares de outras ############## desse ##### que eu teria presenciado ao longo de minha vida, mas como não ##### esses ##### de #######, e, esse ##### ##### ######, não falo nada. Fico calado, pois assim, ninguém #####, ninguém #####, nem ######, tampouco ## #### por tão pouco ( que é #####). Ninguém será ###########, e o ###### continuará vivendo esse ##### ##### ##### em que nos encontramos.
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Ps 4 (e, último, espero). Espero que esse texto não seja um problema também. Afinal, esse lugar não existe. Mas, me façam um favor, se eu precisar de um hospital, me levem para Porto Alegre, aí agradeço.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Gre-Nal

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Acredito que, desde que acompanho o futebol, pouco mais de 15 anos, jamais torci contra o principal rival do time que escolhi desde criança, ao contrário. Sou colorado, e, sempre que externo meu desejo em ver o Grêmio ganhar, sou criticado por torcedores do Inter, e! chamado de mentiroso por gremistas. Há uma questão bem simples, embora, de complexidade que muitos não entenderão, que! de início, é primária para entender como tenho o Grêmio, como segundo time do coração: Eu sou Gaúcho. Sou muito mais Gaúcho do que colorado. Amo a Terra onde nasci, me emociono com Ela, vibro e cerro os dentes para declarar meu amor pela minha pátria, o meu Rio Grande do Sul.
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Então, vejamos motivos pelo qual eu deveria desejar ver o Tricolor Gaúcho desmoronando.
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Eu deveria odiar o Grêmio, pois é um Gaúcho que vem do Rio Grande do Sul, representa essa Terra, e, mais, é da Capital. E o Inter?
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Eu deveria odiar o Grêmio, pois tem a alma e a garra portenha. Cerra os dentes para enfrentar seus adversários, como quem diz que não está em campo para praticar um jogo, está em campo para ser um patriota. Leva a campo seu jeito galdério. Que, na peleja, defende um ideal, e não um interesse político/econômico. E o Inter? Não é igual?
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Eu deveria mesmo, já que seus torcedores, antes de cada peleja, cantam, como quem está chorando sua mais gloriosa vitória, o hino Rio Grandense, de maneira sem igual na Terra. Todos os presentes no estádio, aos berros! para que "Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda Terra", abafando qualquer outro som emitido dentro da arena, arrepiante apenas de pensar. Diferente da torcida colorada?
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Eu deveria torcer contra o Grêmio, pois é Campeão Brasileiro, fez o país, que lhe odeia! ajoelhar-se diante seus pés, não só uma vez. Também fez com que a América o visse, respeitasse, e depois o Mundo inteiro lhe disse: és o melhor. E? o Inter não?
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Deveria secar o Grêmio, pois teve vestindo sua camisa grandes ídolos campeões, como Manga, Mário Sérgio, Mauro Galvão, Christian, Tinga, Gavilán, e tantos outros, que, certamente jamais vestiriam a camisa colorada. Não é mesmo? Jogadores que, ainda hoje, quando vestem a camisa, mesmo quando vindos de fora, mudam, falam de maneira diferente, vibram diferente de punhos e dentes cerrados como um orelhano "sustentando um ideal, sem sentir a marca quente, nem o peso do buçal".
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Deveria mesmo, pois está sempre lutando contra o poder político dos times do centro desse país que odeia o Rio Grande do Sul. Pelejando sempre, dentro de campo, não só contra os 11 adversários, mas também contra os juizes, contra a entidade que organiza as competições, contra os meios de comunicação poderosos do país, que! as custas de patrocínios milionários, manipulam os resultados, roubam descaradamente através de órgãos legais paralelos de extrema parcialidade e aramados eternos. E? Nada?
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Eu deveria odiar mesmo o Grêmio. Mas não vou, pois, o Grêmio é azul, e! assim como o vermelho, eu adoro o azul.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio, de Janeiro a 2016

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O Rio de Janeiro é uma das cidades mais perigosas do mundo. Das famosas do mundo, é a mais.
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No Brasil, a política do oba-oba sempre se sobrepôs ao coerente. No Brasil, pode-se fazer quase tudo, e também mais um pouco. Cada um faz, de errado, algo proporcional ao seu "posto social" e seu grau de crueldade. Senadores usam 33,8 milhões no ano, enquanto eu fazia, um "gato" no orelhão de Criciúma para ligar para casa no período em que estive longe da minha terra.
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É interessante como se pode achar mil desculpas que não passam de persuasão íntima sem menor critério teórico, para uma pseudo auto - misericórdia mental. A consciência é tão ridícula, que, eu posso fazer, tu não, pois eu tenho motivos que consigo burlar o moralmente correto para executar a tal ação, enquanto tu, estaria errado, exatamente pelo mesmo motivo que me eliminou a culpa.
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O Sistema Brasil continuará assim. É triste, mas é fato. A Coisa é muito grande para se poder concertar. No PAN do Rio, o orçamento da orgia tinha um valor de R$ 386 milhões. Foram gastos R$ 5 bilhões. Imaginem o grande "porque" de o Sistema Brasil desejar tanto a tal Olimpíada. O Rio de Janeiro ganhou a disputa de Madri, uma cidade que está pronta para receber os Jogos, mesmo que fossem semana que vem, isso se os atletas não levarem menos de 7 dias para chegar.
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Rio de Janeiro NUNCA FICARÁ PRONTA, e, o problema, não é tempo. O problema é cultural, não vão resolver o problema da violência. No Brasil, e o Rio é a cara do Brasil, a frase que desliga aquele botão da consciência é "não vai dar nada", e convenhamos, não da mesmo, e, "se der, da bem pouquinho".
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Outra coisa muito interessante na consciência é que tu não deves possuí-la. Quantas vezes tu já te fez a pergunta: "Como pode esses ladrões sempre se darem bem!?". A resposta, embora suja, é bem simples, consciência. Aquele filho da puta rouba, mas não vê mal nisso, aquele botão que lhe impermeabiliza a consciência, evitando que a culpa o corroa e tire seu sono, é o mesmo que me fazia ligar para casa as custas da Companhia Telefônica em Santa Cataria. E o "eu estou certo" serve como repelente contra a lei. Se, eu saísse de casa, como fazia quase todas as noites, com meus alicates, fios e o meu aparelho de telefone modificado, com uma partícula qualquer de sentimento de culpa na testa, os policiais teriam me parado no momento em que me vissem. A questão é, até onde vai sua capacidade de, fechar bem os olhos, e apertar o botão da consciência. Jamais faria o que fazem com o botão no Sistema Brasil, meu botão fica em minha mente, enquanto o deles, no rabo.
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Estou arrumando pessoal para formar uma quadrilha, topas? Não seremos pegos, mas, se formos, não vai dar nada, e, se der, da bem pouquinho.
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sábado, 5 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

A caixinha do Senado Federal

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Os médicos acreditam que são Super Homens. E, conheço alguns que realmente são. Conheço um em particular, que não é apenas Super Homem, ele é um mito vivo na cidade onde mora. Sério. Mas, a maioria, são os outros. Os outros, apenas acreditam ser. Conta a lenda, que, certa feita, numa certa cidade do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, havia uma Super Secretária. Essa Secretária estava sempre nas reuniões médicas dessa cidade, juntamente com os Super Homens. A lenda conta ainda, que, sempre que algum Super Homem falava alto de mais, ou batia na mesa, por qualquer assunto que seja, que não fosse do agrado da Super Secretária, ela retirava da bolsa uma caixinha. Abria a caixinha, e, todos na reunião calavam-se e sentavam-se em suas cadeiras, de tal modo como um pinto de um piá tomando banho gelado no inverno. Por pouco não se apresentavam dentro da cadeira, de tão retraídos que ficavam. Essa caixinha, para a Secretária, continha suvenires, que colecionara ao longo dos anos, de viagens, congressos médicos e tal. Mas para os Super Homens, dentro daquela caixinha, encontravam-se pedras verdes vindas de um planeta chamado Crypton.
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Confesso, fiquei dias apenas pensando como externar, nesse prólogo, o real conteúdo da caixinha, de maneira não explícita. Fracassei. Aqui no nosso amado e correto país chamamos essas pedras de pênis.
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No Senado Federal, não é diferente. Alguns andam dizendo que o Presidente Lula está protegendo o Senador José Sarney para garantir a governabilidade de seu governo. Essa parece ser a palavra do momento (será que num palanque desses da vida, já usaram a máxima "governabilidade diferenciada"?). Mas na real não é isso que acontece. Ora, se, desde o início de cada escândalo (ocorre sempre antes do fim do escândalo anterior) realmente desligassem o ventilador, e desinfetassem a sala, não teríamos mais governabilidade do que anos de discussão sobre o assunto?
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Não é para que o governo trabalhe, que se acolhe os bandidos do momento de baixo da saia. De outra feita, em algum momento, da "história desse país", notaríamos alguma "ordem e progresso", e não apenas CPI’s e essas coisas.
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Como pode, o Lula, arrotar que não devemos tratar Sarney como "cidadão comum"? Que Ele merece respeito, pois "é a própria história política do país"? Se, foi o Lula, no tempo que era Lula, que disse que Sarney era "o grande Ladrão da Nova República" (hoje, velha, mas continua sendo).
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Lula, o Novo Lula, junta-se aos Nobres Senhores do bem, Senador Fernando Collor e Renan Calheiros, em prol de uma causa nobre: As pedras que Sarney possui na caixinha.
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sábado, 18 de julho de 2009

Todos torcemos para o Corinthians

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Eu não gosto de futebol. Eu vejo, eu torço. Eu vibro com cada gol do Inter, do Grêmio, e de todos os lances que possam fazer justiça contra a roubalheira.
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Eu não gosto de futebol. Um dos momentos esportivos mais felizes da minha vida foi o triunfo do Grêmio sobre o Corinthinas na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. Sou Colorado, e o que o Grêmio fez foi simplesmente justiça. Colocou o time de São Paulo na Segunda Divisão, foi devidamente rebaixado ao seu posto.
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Eu não gosto de futebol. Eu sei o que se passa nele, nacional e internacionalmente. Escalação, titulares e reservas, mercado, e mais um monte de coisa que envolve esse jogo podre. Não gosto do Senado, isso não me impede de saber quais os cargos secretos que o José Sarney ou o Wellington Salgado criaram para embolsar seus 33,8 milhões num único ano (só de forma legal).
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Eu não gosto de futebol. E não me venha falar dele, pois me aborreço uma barbaridade. Pois assim como na questão pública administrativa e judiciária, e nas religiões, a coisa toda é podre, fede, rouba, mata, e a porcaria mental continua se alimentando de lixo, não como urubus, mas como coveiros.
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Eu não gosto de futebol. Pois ele proporciona que a principal rede de televisão de um país de mentes ignorantes, enfie pensamentos goela a baixo sem o menor senso de crueldade, aproveitando-se de uma persuasão íntima podre, que lhe da o direito de encher suas cuecas de dinheiro lavado por mãos sujas de sangue.
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Eu não gosto de futebol. Pois o dinheiro público, que se já não fosse muito mal empregado o suficiente, acaba sendo lavado também nessa encenação entre quatro linhas, por pessoas que não deveriam sequer sair de dentro quadro paredes. Poder público esse, que, escolhe juntamente com a Dona Gorda Global quem será o grande campeão do ano em faturamentos milionários, mascarados em pseudo medalhas que não foram conquistadas no campo, mas fora dele. Como nas escutas da Polícia Federal de 2005. Que não levaram a nada, pois o genro do do Sr. Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange, o nobre Sr. Ricardo Teixeira, declarou que não fosse levantada essa merda toda junto ao ventilador devido a uma candidatura a Copa de 2014.
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Eu não gosto de futebol. Nem vou gostar. Pois, Sr. Fernando Carvalho, mesmo a bola realmente tendo punido, como o Senhor já me antecipara, não foi o suficiente para que a vergonha acabasse, para que a mão grande não acabasse de crescer numa progressão geométrica de razão milionária. Pois como vês, o Corinthians, que mesmo não sendo time, e sim um projeto de uma torcida doente, custeada com dinheiro público, volta a levar multidões de mentes ignorantes a acreditar que a Copa do Brasil foi ganha de forma justa, e não da maneira que vi. Ali, metros diante de meus olhos, e da minha boca calada, não de medo ou espanto, mas de rouquidão, pois acabara, momentos antes do apito do nobre juiz, de cantar, juntamente com mais de 50.000 pessoas vestidas de vermelho, o hino do Rio Grande do Sul. Não vermelho apenas Colorado, mas um vermelho de sangue, de paixão, de vingança, de justiça, contra o monocromático e impune time que nada teme, pois tem a lei e os que fazem a lei a seu favor.
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Eu não gosto de futebol. Pois em 2008, o Grêmio estava 12 pontos na frente do segundo colocado do campeonato nacional. Para o campeonato mais difícil do mundo é muita coisa. O clube gaúcho já era considerado por muitos como o campeão daquele ano. O grande responsável por isso claramente era seu técnico, Celso Roth, pois fizera um grupo bem limitado, tecnicamente, jogar de forma competitiva e regular, num campeonato longo. Eis que a Polícia Federal começa uma série de investigações sobre o patrimônio do Técnico. O STJD (órgão esportivo que condena jogadores que atrapalham o projeto milionário da CBF) pune jogadores do Grêmio por lances ridículos. O time do Grêmio não joga mais da maneira consistente que apresentara semanas atrás. Fim. O São Paulo é campeão novamente.
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Eu não Gosto de futebol. Pois a Globo, que durante algumas semanas (em que o Grêmio estava na frente), chegou a passar notícias de Xadrez em seus programas esportivos, volta sorridente com manchetes como "Pegamos Eles novamente", ou, "Vocês são ladrões, tentando ganhar algo que nós devidamente pagamos".
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Eu não gosto de futebol. Pois na Copa do Brasil de 2009, o time do Internacional chegou em São Paulo e logo no segundo minuto de jogo estava fazendo 1 a 0. O Zagueiro corinthiano aplica uma voadora por trás do atacante dentro da área. Nada acontece. O time de São Paulo espanca os jogadores colorados o jogo inteiro e o árbitro só nota faltas para lado oposto. O jogo acaba 2 a 0, com um gol irregular e um monte de lances espantosos. No segundo jogo, voltam os lances bizarros, e o time que estava quebrado em 2007 compra mais um campeonato, com direito a salário de R$ 2 milhões somente para um jogador, Ronaldo, e mais uma penca de gastos monstruosos custeado com dinheiro público. E, agora, ainda recebe "indicações" do Presidente da República para a construção de um novo estádio.
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Eu não gosto de futebol. Pois vivo em um país que, se já não bastasse a enorme dificuldade em se torcer contra todos os fatores políticos extra campo, após vencer o jogo, o juiz, a CBF, o STJD, a emissora de TV, há uma grande reunião, e os jogos são remarcados para que os resultados não fujam do previamente combinado. Assim, o slogan do campeonato continua sendo o mais difícil do mundo, com os dizeres "Não adianta nos vencer, nós remarcamos até que o resultado seja nosso!"
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Eu não gosto de futebol. Já que só comemorarei um título nacional quando o golpe for muito mal dado. E, esse ano, as coisas já se mostram semelhantes aos anos anteriores. A Globo já fala em "Tríplice Coroa Corinthiana".
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Eu não gosto de futebol. Nem vou gostar. E, se queres gostar tanto quanto eu, assista aos vídeos abaixo. E entenderás como um Colorado torce demasiadamente para o principal rival.
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Porém, se queres continuar a acreditar em suas convicções, que, na verdade, são convicções que lhe enfiaram goela a baixo. Continuar a acreditar que tudo isso é real, que é uma competição de verdade, e não um grande teatro para enganar os olhos enquanto lhes rouba o pão. Não veja. Continues acreditando que "o braZil é um país de todos". Que a justiça é cega. Que o Presidente é o presidente de todos, e, portanto, o Corinthians também é o time de todos.

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http://www.youtube.com/watch?v=ljCcptbBJJU&NR=1

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http://www.youtube.com/watch?v=fdv6s7fyOMI
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Homicídio Parlamentar

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Eu: apenas aquilo que vivi, aquilo que processei. Tudo que sou e faço são reflexos das verdades e mentiras que contei e que me formam contadas no largo. Eu, passei a minha vida afirmando que seria veterinário. Até que um dia, encontro um dos mentores com quem tive o privilégio de aprender. Ele, arquiteto, mostrava-me a arquitetura do seu ponto de vista, achando, ele, que apenas fazia-me um favor de passar meu tempo enquanto esperava sua filha voltar do banho, do sono ou dos passeios. Já vinha tempos que ruminava sobre a veterinária. Notara minha enorme dificuldade crescente em lidar com pessoas, e na veterinária, não se lida com animais, se lida com o proprietário dos animais. Vi na arquitetura uma grande porta, onde buscar o que eu procurava na veterinária, eliminando pontos negativos.
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Hoje: as coisas são bem diferentes do que eu avistava daquele ponto. Porém, certas questões ainda continuam em seu lugar. Sou arquiteto, "meus sonhos e expectativas são imensos, e espero que meu sucesso seja proporcional ou maior que essa busca". Ps. ENM. Ainda continuo, em relação a este Ser, muito mais vezes "aluno" do que mestre. Mesmo que, por vezes, se inverta o papel.
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Prólogo intermediário a parte...
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É triste toda edição do noticiário na televisão. Quase todas as páginas dos jornais, revistas, cada minuto dos programas de rádio, que tratam de notícias econômicas, políticas, judiciárias, e sei lá mais o que é sério. Mesmo parecendo uma piada. Não no sentido engraçado, pois não é, mas no sentido da sacanagem mesmo. Aliás, sacanagem não, se sacanagem é o termo para sacanagem, o que eles fazem é uma colonoscopia assistida em rede nacional.
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Democracia uma ova, ditadura também, e todas as práticas que permitem ao ser possuir o poder público. Pense no que move o ser a vislumbrar o poder público. Instinto de liderança? Talvez, no início. Mas a partir daí, quando se entra, e olha como a coisa toda é podre, o ser que deseja crescer dentro de uma coisa podre não tem boa intenção, somente vermes querem crescer dentro da podridão. Porém, os vermes (verdadeiros) fazem um favor a natureza, ora que os vermes cognitivos nos tratam como fruta podre.
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No braZil, se trabalha 157 dias do ano para pagar os impostos. Impostos que devem pagar saúde, segurança, educação, transporte público e todas as necessidades básicas de alguém que está pagando legalmente pelo serviço. Não é, e não vai ser. No braZil, se trabalha o restante dos dias para pagar, de forma privada, todos os serviços que os impostos deveriam cobrir. Assim, trouxas pagam duas vezes pelo serviço, e recebem uma. Em 2008, 40,5% do que o trabalhador recebeu, foi roubado pelo governo, com a desculpa devidamente legal de investir nesses serviços. Outros 59,5% foram para pagar esses serviços de forma privada.
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Na Suécia, se pagam 50,7%, na Noruega 44,9%, França 43,7% e Itália 42,2%. Parece mais que no braZil, mas não é. Note, que na França, com todos os problemas que vimos recentemente envolvendo a população daquele país, ainda se tem uma qualidade de vida muito superior a que se tem no braZil. Estão reclamando pois não estão acostumados ao momento chato que estão vivendo. Ou seja, se eles estivessem na nossa situação, achariam seu momento "chato" uma "Xangrilá", e o nosso, um exame de próstata feito com três dedos. Analogias a parte, o braZil é o 39º país em qualidade de vida, numa lista de 111 países. A França é o 25º, a Itália é o 8º. Obviamente, os escandinavos ocupam as primeiras colocações, e são os que mais pagam.
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Só nos alimentos, o braZileiro paga 27% de impostos, na telefonia 44% (no Japão é 5%). Na área de Software’s, é 30%, por isso é quase impossível que o AutoCAD, o Corel, jogos e o próprio Windows não sejam piratas. A classe média pagou, em 2005, R$ 103 bilhões em consultas, exames e remédios, de forma privada, já o setor público, gastou R$ 66 bilhões. Não deveria ser preciso reafirmar de onde saiu esses 66 bilhões, mas, reafirmo, foi com impostos. Assim, tudo que pagares, saiba, tu já pagaste! e o governo embolsou.
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Ora, então esse dinheiro todo que entra é roubado? Não, uma grande parte sim, mas a maior parte é mau gasto mesmo.
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Todo, absolutamente todo o "destino legal" que é dado aos centavos no país, são muito mal empregados. Não há um só ponto de gasto que não tenha um grande problema, ou administrativo mesmo, ou pura falta de caráter. Não coloquemos aqui, a culpa na corrupção, ou problemas administrativos. Muitos países no mundo possuem problemas tão ou maiores que os nossos e mesmo assim conseguem deixar "seu povo" com qualidade de vida superior aos braZileiros. Então, que continuem sendo incompetentes e ladrões. Continuem sendo péssimos administradores, e continuem roubando o povo que "lhes dá" esses empregos muito bem remunerados. Porém, não roubem mais de maneira legal.
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Se, isso ocorresse (coisa que não vai), já seria um salto de qualidade imensurável. O Grande problema é a malandragem legal que é dada na coisa toda.
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Alguns exemplos.
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O Senado mantém serviço médico completo para todos os funcionários. Porém, o que ocorre é que os pilantras pagam esse serviço de forma privada, daí, pedem reembolso do que lhe seria de "direito". Assim Eu, Tu, Nós, todos os otários demos!, apenas! nesse item, 60 milhões de reais em poucos meses. Esses mesmos bandidos legais recebem R$ 2.641,93 de horas extras, sem sequer sentar seu rabo naquela cadeira de merda, ou sair para tomar um cafezinho enquanto seu empoeirado casaco agasalha sua cadeira eternamente inútil. Pois não há, e não haverá nenhum controle de quem "vai lá" e quem vai fora do "horário normal". Assim, em janeiro, enquanto o congresso estava de recesso, 3.883 funcionários receberam horas extras. Será que estavam trabalhando em casa!?
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Qualquer servidorzinho de merda, que faça algo que não é sua função inicial, recebe gratificação de até R$ 4.800,00. Como 90% dos funcionários recebem, entendo que, estavam sendo pagos para trabalhar, mas o congresso estava de recesso lembra? o fato de ficar em casa coçando o rabo era um função diferente da inicialmente designada, então, recebe-se legalmente a porra da gratificação.
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Se, algum meliante desses se junta a outro (quadrilha), e bola uma idéia qualquer, como competição de Paciência do Windows, é considerada como comissão, por isso, cada ser iluminado desses recebe MAIS R$ 3.000,00 cada.
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Lembra que a parte otária do país trabalha 157 dias do ano para pagar impostos? Então, significa que o meu ano, o seu ano (se não fores um dos citados, aí será anus) possui na verdade quase 7 meses. Isso mesmo, aí como temos a merda do verão (que termina depois do Carnaval), o ano começa em março, e termina em novembro, menos julho, o rentável mês de férias. Pois bem, para os Senadores o ano tem 15 meses, mais que o dobro do nosso ano, deve ser um antigo calendário Maia ou algo Sumério, de qualquer feita, como os pagamentos dos funcionários são calculados com base nos salários dos Senadores, todos esses benefícios, comissões, e, acredite, horas extras também, são pagos em dobro durante três meses do ano. Incrível, como pode ganhar hora extra de um momento no tempo que sequer existe!? Você já ganhou 13º!? Se já, me conta como é essa dimensão no tempo/espaço.
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Cada um dos 81 Senadores roubam legalmente 33,8 milhões de reais por ano, que filhos da puta.
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Eu não sei, talvez eu esteja vendo a coisa podre de maneira errada, mas, continuemos. Depois disso, ainda há os esdrúxulos (pois o que já vimos não sei dar nome melhor), esses, cargos criados de maneira tão absurda quanto normal, sim, normal, pois se tu deres um pirulito para alguém dentro daquele chiqueiro, tu és nomeado como diretor, e ganha um nome bonito como "Diretor Adjunto de Distribuição de Guloseimas para Pessoal Co - Autorizado". Ainda acharia um nome melhor, como "Vai Trabalhar Vagabundo Pago com meu Dinheiro, e para de Chupar Bala seu Babaca". Mas acho que não seria de bom tom, palavras tão chulas, num ambiente tão puro e ingênuo.
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Achou a última exagerada? Pois bem, Paula Canto, que tinha um cargo do tipo "Diretora de clip-ping" (pior é que esse é verdade). Achou irregularidade em contratos de terceirização de mão de obra e equipamentos. Então sua função foi dada como "cumprida", e o cargo se extinguiu. Mas, como ela poderia dar com a língua nos dentes (para ganhar o cargo de clip-ping ela deu com a língua aonde?) foi criado um novo cargo para a nobre moça: Diretora Geral Adjunta, mas HÁ!... Ela nunca mais foi vista por ali, mas continua recebendo as gratificações por participar de comissões, 15º, horas extras e tudo mais. Esses funcionários ganham salários que ultrapassam o "teto" de R$ 25.000,00.
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O Senador Wellington Salgado criou um cargo para um diretor (que é dirigente da CBF), e como o cara nunca foi visto lá, o Filho da Puta do Senador teve a coragem de dizer "é bom, ele é muito feio mesmo".
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Porque!? O que fizemos de tão cruel para esses nobres senhores e senhoras? Qual será o motivo que serve de catalisador da porcaria da substância que lhes desativa o sistema de consciência!? Como pode o ser ter esse poder!? Poder de desligar completamente seu senso de crueldade!? Pois há milhares de pessoas que passam uma enorme dificuldade na vida; pessoas que perdem seus filhos num hospital sem estrutura; pessoas que moram nas ruas e passam fome; pessoas que assaltam para comprar comida; pessoas que morrem, morrem, elas morrem, de verdade, isso é homicídio, e é um homicídio legal, Eles estão com a lei a seu favor.
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Então, nessa, meu caro amigo Mentor, nessa "eu tenho razão".
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Quando o Lula afirma que devemos respeito ao Senador José Sarney, alegando que o nobre senhor "é a própria história política do país", está certo, em partes. Acerta quanto a relação entre a história política do braZil com a do nobre Filho da Puta, não que seja um elogio. Lula acerta pois a história do país e do colega é podre.
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Assim, enquanto os verdadeiros bandidos do país lavam suas mãos com as lágrimas dos inocentes, o fodido ri sozinho, pois não tem idéia do que é estar melhor. Continuemos morrendo, e não vivendo. Tenho certeza que sempre será pior no dia seguinte. Que triste. Que triste.
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sábado, 13 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Obrigado, Sr. Misnistro


O Gaúcho deu um novo significado para a arrogância. Até, porque, somos arrogantes com um bom motivo. Não só nos achamos superiores, mas também somos. Somos convencidos. E, sobre os problemas da nossa Nação do Sul. Somos coerentes a ponto de auto criticar e dizer: Nossos políticos nem parecem Gaúchos!
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Ora, se trabalho numa empresa, vou dizer que essa empresa não é a melhor empresa do mundo? Me formo numa universidade, e tenho vergonha de dizer que estudei lá? Se não a coloco no posto mais alto possível, assino atestado de incompetência. Eu faço parte das coisas que faço parte. E sou igualmente responsável pelo estado em que elas se encontram. Eu sou Gaúcho, e você? Estás a minha altura?
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Portando, Sr. Ministro Nelson Jobim, embora saiba que me chamas de arrogante porque é costume desse seu país falar mal dos países vizinhos, pois a única visão que tens é para frente, e jamais terás a do próprio pé. Saibas que sou Gaúcho, sei o hino da minha pátria. Sou arrogante. E o que me contas como defeito, mato no peito e o estufo para lhe devolver um obrigado, Sr. Político daquele país.
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Lembro-me sempre de um gaúcho, que nasceu em Pato Branco, PR, e morava em Criciuma, SC. Gaúcho não é apenas nascido aqui. Tu não és Gaúcho, Sr. Ministro, nem se esforçando muito. Não és arrogante como um Gaúcho. E sim gostaria de ser um Gaúcho com a arrogância que tens!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tiras

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A partir de hoje, coloco aqui algumas tiras. Detesto admitir, mas não é muito original, a idéia. Porém, como minhas idéias para as "outras" tiras não estavam sendo bem aceitas, coloco-as aqui. A intenção, essa sendo minha mesmo, é usar poucos desenhos. Os personagens estarão, acredito, sempre na mesma cena, contracenando com os mesmos personagens. Até porque, a maioria dos desenhos não são meus, embora feitos para esse blog.
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Já me comentaram, que, por vezes, não param para ler os textos, pois são demasiado grandes. Não acho, e não estou fazendo as tiras para agradar os que não gostam de ler. Se não quer ler, vai ver novela e Porra Total, opa, Zorra.
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Já tenho algumas prontas, porém, colocarei primeiro as que perderão "seu momento". Não são piadas, tampouco são explícitas. Se não entenderes, ora, patience.
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Nas de hoje, os personagens são "o Velho e o Guri".
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Diferentes, mas iguais

Quando se viaja, e, nos caminhos, notam-se campos, sejam de criação de gado, plantações, ou, até mesmo grandes gramados residenciais, é sempre interessante analisar a homogeneidade daqueles tapetes verdes. Sempre fico imaginando como seria ver de perto aquela textura, que, de longe, parece tão bem tramada, tão bem desenhada. De longe, um campo onde se cria gado parece um gramado de futebol inglês, exceto pela irregularidade geológica, que, embeleza ainda mais a paisagem. Outro desse fenômeno, é um exemplo tão diário que torna-se expressão popular, o gramado do vizinho, que é irritante de tão verde e bem cortado.
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Analogias são fantásticas. A analogia é um curinga do diálogo explicativo. Com ela podemos relacionar assuntos extremos, mesmo que absurdos, e passarmos a idéia desejada. Sempre há uma analogia compatível para a explicação que se quer dar. É um elemento tão eficaz que tu podes usar, por exemplo, futebol, política e religião para explicar qualquer assunto. Mas, cuidado, deve-se sempre tornar explicita tua intenção, e não confundir tais assuntos com coisas sérias da vida. Pois, dessa forma, terás que usar diversas analogias para explicar teu equivoco. Mesmo que esse equivoco na verdade seja um problema interpretativo de quem ouviu, e, lembre-se, cada um escuta o que quer.
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Se eu não vejo a grama do vizinho, não me aborreço. E assim é com tudo, a ignorância, além de ser uma bênção, é a mãe da felicidade, então, quanto menos gramados olhares, mais verde será o teu, e mais feliz tu estarás.
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Por vezes, se aborrece com o carro importado que aquele imbecil anda, ora! ele almeja a namorada do observador, ou o próprio ser que pretende o carro. O ser A’ gostaria de poder ver como o ser B’. Já o ser B’, inveja o dom de andar do A’. "E por aí vai, e por aí vamos". Um quer um emprego, outro quer apenas que seu pênis fique ereto. Um quer seu filho de volta, outro gostaria de conhecer os pais. Um quer fazer uma faculdade, o outro gostaria de poder sorrir. Uns querem ser mais inteligentes, outros, menos, acredite, há!
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Se, o ser A’ pudesse ver, e deixasse de andar, seria mais feliz? A vida é verdadeiramente má, e assim como nos dá, nos tira. É um processo evolucionário cruel, mas eficaz. Queres andar até o ponto X? Andas, mas cansarás.
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Já estive em diversos gramados, sou novo, mas sou bom observador. Já estive também em grandes campos de criação de gado, nenhum desses gramados eu troco pelos fundos da minha casa. E, note, que o Duff deixou aquilo ali uma Lua de tantas crateras, e um Senado de tantos... bom, não vamos sujar o texto. A vida dos outros pode até servir de parâmetro para que tu trace projetos e faça seu dia menos triste, mas não compare o sucesso do outro com suas frustrações. O outro possui frustrações tão ou maiores que as suas. E quer saber? Nenhum gramado é verde, cada um é de um tom, mas todos de um tom amarelado.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Felicidade é o caos. 2

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Só para começar, ou, apenas, complementar, eu sempre tenho razão. Já expliquei logicamente como essa persuasão íntima se mantém em O Cérebro do Cão.
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Ali pelo terceiro semestre, no curso de Arquitetura e Urbanismo, sentamos, nós, crus, ali no corredor, apenas com a 0,9, o bloco de manteiga e uma borracha macia em mãos. A Marga, nossa mentora gráfica, mostrava-nos como fazer o desenho em perspectiva do corredor, sem o auxílio de régua. Estendíamos o braço, com a lapiseira em riste, relacionando-a com os objetos que traçaríamos. Simples, nossa perspectiva é diretamente relacionada ao nosso ponto de vista.
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Costumava ficar puto com uma facilidade absurda. Pessoas que eu nem conhecia passavam na minha frente, e pela sua "lata", seu jeito, já me irritava. Hoje não faço mais isso, essas pessoas continuam sendo ignorantes, más, boas de mais, ou qualquer coisa que não seja espelho, mas a perspectiva do ruim mudou para o meu ponto de vista. Não sei se ajeitei minha cadeira mais a frente, ou mais no fundo desse "corredor" que traço diariamente, mas não sento mais no mesmo lugar. Essa mudança ocorre todos os dias, a cada segundo. O tempo é dinâmico e nossa percepção sobre o fato é tão ou mais que o tempo, sendo, vezes nosso aprendizado proporcional aos fatos que vivemos, como numa progressão aritmética, mas, noutras, numa PG com razão imensurável. São nesses momentos singulares, de razão (de PG) estranha é que os resultados são mais visíveis.
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Como eu já havia dito em Felicidade é o Caos, meu combustível não é estar bem. Deve-se procurar o bem-estar, mas é o concertar de coisas defeituosas que nos faz evoluir. Certos fatos, que me fizeram mudar a posição da cadeira no corredor diário, mudaram meu conceito do que é ruim ou não. Assim, acontecimentos que me muniam negativamente para a criação, não estão funcionando mais. E, já que é para anotar o lado limpo do papel, isso é bom no sentido cardiológico.

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quinta-feira, 5 de março de 2009

O João

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O João era o cara, não por ser brilhante, nem esperto era, a bem da verdade, um tanto quanto lento perto dos seus. Sempre o passavam a perna, seus funcionários e seu melhor amigo sócio o roubavam na oficina, seus amigos transavam com sua esposa, que também o roubava. Faziam piadas dele na sua frente, mas ele, tampouco entendia, mesmo assim ria.
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E João era o cara, não por ser rico, pois era pobre, mesmo, tinha uma série de contas atrasadas e dívidas que jamais pagaria, e como honesto, jamais sobrava-lhe algum. Seu salário, ridículo, tornava-se ainda mais patético com uma pensão que pagava para o antigo sócio e melhor amigo, que o colocara na “justiça” por um acidente de trabalho que nem na sua falida oficina foi. Sua esposa, já morando com seu antigo sócio e melhor amigo, deixou apenas “seus” cinco filhos, uma netinha lindinha e uma pequena pensão pela separação.
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Mas João era o cara. Não por ser bonito, aliás, era muito feio, era franzino, mas barrigudo, tinha uma cabeça imensa, não tinha cabelo e suas sobrancelhas eram uma só. Sua saúde era horrível, pegava tudo quanto era pereba, e ainda, alérgico a quase tudo que era saudável. Só arrumou a mãe de seus filhos pois na época sua oficina gerava um certo lucro. Mas o “Sr. Juiz” achou que a Dona estava certa no divórcio, já que João, hipertenso, diabético e manco, seria um problema para a Dona. Então, sobraram apenas seus filhos, neta, e Ele no quarto alugado atrás de uma boca de fumo, esta, também lucrara com o suor do João através de seus filhos viciados.
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Mas João era o cara, e, como se sabe, não por ser feliz, pois era um fodido. Mas é que João, acordava às 5:30h, pegava sua bicicleta, e ia trabalhar, se fodia o dia inteiro, como era longe, nem para o almoço voltava, ficava lá mesmo, suando. À noite, voltava, ruminando toda a merda que era sua vida. Por vezes chorava, noutras ria, mas quase sempre só pensava mesmo, até por que, seu raciocino não ia tão longe. Mas, João era o cara. Pois sempre que voltava para casa, quando estava na última esquina, lá do morro, ali pela 1:00h, via sempre a mesma frase, num muro branco, sujo, escrito em letras grandes e irregulares, uma frase que o fazia suspirar. Sempre, na mesma esquina, ali, só, até que olhava o muro, soltava um “ha...” e lia: “É TUDO MENTIRA”.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O cérebro do cão

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As coisas iam tão bem, demos o grande passo, com o fogo e todo o bem/mal que tivemos com ele. Descobrimos novos materiais, novas maneiras de resolver os problemas, e, o que fizemos com isso, é algo tão complexo, que a palavra tecnologia fica até mal empregada. E isso era só o início. Nossa ganância pelo poder de conseguir algo, fez esses milhares de anos parecerem segundos evolucionários, pois a cada dia, gozávamos o êxito, que, resultavam em uma procura desenfreada por novas carências a serem supridas. Nosso cérebro, cruel e criativo, viciado nesse orgasmo mental chamado sucesso, não via limites. Quase perfeito. Até surgir a grande questão.
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Não consigo entender como a evolução estaciona, muito antes da metade do caminho que deve traçar. Já que, essa, não foi uma decisão tomada por nós, e sim por Ela. Não fomos nós que começamos a andar eretos, nem desenvolvemos a fala, foi Ela. Então, se ainda há caminhos por percorrer, porque estacionar?
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O cérebro humano possui uma capacidade absurda ainda não explorada. Em pouco tempo, desenvolveu-se rapidamente, e, quando parecia dar outro passo importante, tão ou maior que o primeiro, parou, e questionou: Porque!?
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A fração que não compreendo é o "porque" de questionar. Ora, ainda há necessidade, ainda há adversidade, ainda há carência... a graça do feito alcançado ainda não perdeu seu sal. Mas, o foda não é o questionamento, pior foi a resposta dada, essa sim, matou qualquer chance de seguir adiante e alcançar algo maior. Quando o ser perguntou-se porque!? - fazer o que fazia; porque!? acordar, andar e dormir, até que o grande dia anoiteça - e, deu-se conta, de que ainda não era o momento de obter resposta, entrou em pânico, pois achou que não havia porque!? algum. Então, respondeu, com ar de alívio, sem tocar-se que, na realidade, ali nascia a derrota do ser humano como ser capaz de evoluir grandiosamente. Caiu a razão, a coerência, e ergueu-se a resposta para tudo, para o certo e errado: Deus.
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A justificativa de que o ser pensador chegou após o ser que crê e julga deidade como o caminho é absurda. Minha imagem, semelhança e costelas? Acreditas nisso? Então, me chame o Papai Noel e o Coelhinho (que põe ovos de chocolate), pois exijo os presentes que lhes pedi, e, não ganhei, quando, ainda inocente e sem maldade alguma, remoía sobre questões que não "deveriam" perambular em minha mente pois era pecado. Aliás, (...)quando os acadêmicos, há 150 anos decifraram e traduziram as antigas listas de corpos celestiais, os nossos astrônomos não sabiam ainda da existência de Plutão(...) (localizado em 1930). Acrescento, Sr. Sitchin, que o senhor, tão pouco fazia idéia, em 1977, que Plutão seria rebaixado, e nem planeta mais seria considerado em 2009. Incrível.
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Deus é a pior resposta já dada. Com Deus como resposta, faço o que desejar, ruim ou bom, ou pior, faço nada. Ouvi um pastor, um dia desses, condenando o ateísmo, apontando-o como desumano, maldoso e alheio ao bem comum. Não sou ateu, tampouco acredito Nele, mas, ora! Deus como resposta é o caos ao bem comum. O Ser mais bondoso que conheço, demasiado até, julga-se ateu. Sabemos que as maiores crueldades de nossa história foram executadas em nome de Deus, ou, como a Igreja Católica mesmo diz, a mando Dele.
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A idéia de um Deus como resposta é tão estapafúrdia quanto a inexistência do mesmo. Assim como provar a existência de algo não provável, tão insana quanto, é provar a inexistência do mesmo. Ora, se não existe, prove-me. Aí, acredito ser a grande perda da fundamentação do ateísmo, pois a base do ateísmo, contradiz sua própria teoria. Se, para o ateísmo, é um absurdo provar algo como Deus, sendo que, se existe, deve-se provar sua existência, então, qual a prova que o ateísmo tem sobre a inexistência Dele? Será mesmo que nunca pensaram nisso? Mas, vamos perdoar os ateus, já que sua teoria não é o nosso "pé no freio" evolucionário.
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Olha, nada contra se você acredita em Deus, afinal, a culpa não é sua. Sei, a grande maioria não suporta a idéia de não atribuir o bem e o mal a uma força suprema. Mas, se estás lendo isto até aqui, passaste do primeiro parágrafo, já não fazes parte da maioria.
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O cérebro de um cão, é menor do que de um lobo de mesmo porte físico. Isso deve-se ao comodismo canino, que, vivendo com o homem, por mais que adquirindo novas características, perdera outras, já não mais fundamentais para sua sobrevivência social/selvagem, ainda encontradas no lobo. E, assim como o cão, passamos a viver de maneira mais confortável, tranquila, mas, perdemos algo muito mais importante. O homem social, perde muito com essa falta de apetite intelectual que despertou-se com o deísmo. O ser não vive mais, apenas sobrevive, produzindo mentiras plantadas por entidades ordinárias, a espera do grande anoitecer, na esperança falsa de um pós-vida incerto.
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Costumo, os que me conhecem sabem, repetir "Eu sempre tenho razão" (e, tenho mesmo). Então, quando por vezes, perco-a em determinada questão, mais convicto desta persuasão íntima fico, provando-a não ser uma verdade absoluta, e sim uma regra, justificada através de exceções. Portanto, estou certo sobre essa conjetura evolucionária? A resposta é bem simples: Provavelmente não. Aliás, afirmando-a como verdade absoluta, estaria contra minha própria fundamentação. Há milhares de caminhos que te levam ao mesmo lugar, todos estão certos, mas o mais provável, é que todos estejam equivocados.
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Assim, proponho que acredites em Deus, seja ateu, agnóstico, aceite a verdade que for, preferencialmente, crie teu próprio caminho. Porém, não abandones o hábito de pensar, questionar, sugestionar. Nossa geração não desfruta mais da possibilidade daquele grande passo que estávamos prestes a dar. Mas, quem sabe, com algumas gerações, voltando seus pensamentos para a razão, admitindo seus próprios fracassos e sucessos, sem adotar qualquer mecanismo que o lhe isente de culpa, nem o prive de saborear a vitória, possamos voltar a sonhar, voltar a evoluir.
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Antes de publicar essa opinião, um Ser, companheiro de divagações filosóficas, questionou alguns pontos. Portanto, respondo e publico-as junto, logo abaixo. Este, um Ser muito inteligente, fico apenas, pensando, imaginando, o quão sábio seria um aprendiz seu. Que, evoluiria a partir de um ponto X, eliminando a semi-reta entre esse X, e o Y de onde o mestre começou. Que inveja, apenas imaginando.
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Sobre as questões:
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Pensando numa era, uma geração, dentro de um ciclo evolucionário, essa era/geração seria uma fração de tempo demasiada pequena, para ser considerada como um "estacionar" evolucionário. Sobre essa afirmação, não incorreta, mas, incompleta: O homem, com a resposta deísta como desculpa para suas ações, não surgiu juntamente com as religiões que conhecemos hoje, muito antes, logo após (fração de tempo evolucionária) seu reconhecimento como ser que existe. Desta era, até hoje, é tempo suficiente para analisarmos a relação entre o tempo evoluindo, e o tempo "evoluindo com Deus", e, notarmos uma fração de tempo significativa, isso se, não maior.
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Sobre a relação causa - efeito entre o estacionar evolucionário e deidade, que, desde o ser primitivo é observada, com adorações diversas, e mesmo assim, notou-se evolução proporcional ao tempo. Lembro, que essa proporção entre o tempo que "levamos" para chegar onde "chegamos" só pode ser comparada ao próprio exemplo, não temos outro fato semelhante para julgarmos nossa evolução, nem rápida, nem normal, tampouco lenta. Há tanta incerteza em afirmar que essa relação causa – efeito é exagerada quanto afirmar o contrário. Não sabemos em que ponto estaríamos se! deidade não fosse a resposta para tudo. Estaríamos mais evoluídos ou menos? Sem resposta, fico com minha teoria. Ao menos não coloco bombas em meu corpo e faço-as funcionar numa praça cheia de crianças. Também não amarro mulheres que possuem técnicas indolores para o parto e queimo-as, julgando-as serem bruxas, pois privaram Deus de um castigo imposto por comerem uma maça!
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O propósito dessa humanidade não parecer ser relevante para a evolução em si, vendo que ela se manifesta em todos os seres, independente de suas capacidades intelectuais de questionar. Sobre essa afirmação, respondo com algumas questões: Qual a única espécie infeliz que conhecemos? Qual a única espécie capaz de mentir? Qual a única espécie capaz de assassinar? Qual a única espécie capaz de aniquilar milhares de seres vivos (de mesma espécie ou não) ao mesmo tempo, com propósito diferente da continuação da própria espécie?
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Sobre Sitchin escrever com o que tinha em mão na época, e, eu o culpar. Não o culpo, ao contrário, parabenizo-o, (...)que o senhor, tão pouco fazia idéia, em 1977, que Plutão seria rebaixado, e nem planeta mais seria considerado em 2009. Incrível(...). E, citei-o como exemplo de conhecimento recente, não da Mesopotâmia.
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No entanto, se todas as minhas respostas forem incorretas, assim como a opinião externada no texto (o que provavelmente são), para os interessados, aconselho a REler o último parágrafo do texto, onde procuro explicar minha intenção. Que, passa longe de uma pretensão em afirmar uma verdade como sendo absoluta. E sim, apenas lembrar, que eu sempre tenho razão.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vingança

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Costumava, quando piá, ir seguido para Porto Alegre, visitar parte da família, saíamos, geralmente meus pais, minha irmã e eu, Sexta já pela tardinha, após o "último paciente". A mãe, deixava as coisas prontas no carro após o almoço - roupas, travesseiro, coberta - deixando apenas as "coisas de padaria" para a saída, estas, iam nos pés, graças ao "sempre pequeno" porta-malas. Após as visitas - avós, tios, laboratórios, e/ou algum evento em especial - voltávamos Domingo, também a tardinha, para não pegar a noite, objetivo esse, dificilmente alcançado.
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Como se fosse ontem, a recordação de uma das raras vezes em que retornamos ainda dia me vem a mente. Chagamos em Três Cachoeiras por volta das 16 ou 17 horas. O auto ainda subia a pequena rampa da garagem, ao som do peculiar acoado com que o Spock sempre nos recepcionava, quando olhei para o lado, e fiquei intrigado com as gaiolas abertas, não eram gaiolas quaisquer, eram "as" gaiolas.
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Criava coelhos, não era um comerciante de carne, apegava-me demais as criaturas para tal atitude, fazia aquilo porque amava. Trocava, comprava, vendia, ganhava, doava, sempre com uma intenção: fomentar. Tinha em mente que isso (o desenvolvimento da atividade) traria enormes benefícios, com ênfase no aprimoramento genético. E tive êxito, era um piá de 11 anos, que tinha em casa os maiores coelhos da região, mesmo, todos sendo híbridos.
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Saltei então do carro, corri até as gaiolas, justamente as principais estavam vazias. Meu vizinho/amigo, Kiko, era meu "sócio", dividíamos as tarefas da cunicultura, seguidamente soltávamos os coelhos no pátio, mas, logo notei não ser a explicação para tais gaiolas vazias. Potes de barro, nos quais continham ração e água, estavam em pedaços pelo chão e pensei: "Merda, roubaram meus coelhos".
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Pulei o muro e confirmei com o Kiko, naquela noite, de Sábado para Domingo, levaram três fêmeas, a base de tudo o que eu tinha ali, sem elas, só poderia continuar criando começando tudo do zero. Em Três Cachoeiras, a gurizada, tinha o costume de roubar coelhos ou ovelhas para fazer churrasco, maldade pura, perdoável, se analisado do ponto de vista intelectual de tais criaturas, sim, conheço todas elas.
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Mas, ali mesmo, percebi que os culpados não eram os "tradicionais", eu tinha outros setenta e tantos coelhos, enormes e gordos, "perfeitos" para o tal churrasco, estes novos bandidos levaram três animais magros (pois estavam amamentando filhotes de 15 dias), um ato de crueldade, que, de imediato pareceu-me algo muito mais pensado do que meramente "churrasco e cerveja".
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Naquela semana, Segunda ou Terça, dois gurís apareceram lá em casa para comprar minhas coelhas, exatamente as tais que me levaram no final da semana. Tentaram de tudo, me ofereceram muito dinheiro (para tal parâmetro), até outros animais, estavam realmente determinados a leva-las. Resisti, minha intenção não era aquele tipo de comércio, não me levaria a lugar algum, perderia independente do câmbio que fizesse.
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Quando pulei o muro de volta, liguei para meu primo, que morava próximo destes bandidos (aí, já culpados, e não suspeitos), pedi que fosse até suas casas, para pegar as coelhas de volta. Meia hora depois, retorna a ligação, falava-me que o gurí não queria "levantar" e atende-lo, a mãe do filho da puta explicou que o filho passara a noite fora, então, dormia o dia inteiro. Meus pais não me levaram até lá, pois apontavam não ser correto (temiam por minha segurança), fiquei puto. Pouco depois meu primo volta a ligar, dizendo ter retornado ao local, questionando sobre três gaiolas vazias, teve a resposta de que seriam para três "novas" coelhas que acabara de "comprar".
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O tempo passou, nada foi feito, mas sempre que isso me vinha em mente, pensava que um dia teria minha vingança, mesmo com todos os ensinamentos maternos que tive, de "não rancor". Muitas vezes pensei em dar o troco na mesma moeda, mas nunca cheguei a faze-lo. Um Padre, certa vez, me "orientou" a perdoa-los, pois talvez, tais mentes perturbadas estariam com fome. Depois de esclarece-lo sobre minha aversão a Igreja Católica, meu posicionamento agnóstico sobre questões teístas, e lhe explicar todos os fatos já mencionados (não comeram o que levaram), também desistiu de tentar convencer-me.
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Anos mais tarde, já estava no 2º grau, sempre chegava atrasado alguns minutos na aula, dificilmente pegava o início delas, nem seus fins. De uma feita, entrei literalmente dormindo, e, como já dominava o que estava sendo dito pelo "mentor", continuei dormindo, porém, uma voz estranha chamava-me a atenção passado uns dez minutos. Volto-me para o fundo da sala, e, noto o aluno novo: o Filho da Puta que roubou minhas coelhas. Levanto-me, pego minha caneta e caderno, e volto para casa, pensando o que faria a respeito.
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Fiquei a manhã inteira sentado, olhando para onde ficavam as gaiolas, que depois do roubo deram lugar ao nada, assim até hoje. Tive tantas idéias de como poderia me aproveitar de tal situação para a vingança, que por vezes me pagava sorrindo. Algumas como faze-lo repetir o ano, logo foram descartadas, pois força alguma poderia faze-lo ser aprovado, e como era burro aquele animal, meu desforro seria em vão. Briga também não seria inteligente, ele, um asno de 1,90m, eu, um piá de 1,68m. Então, decidi continuar indo na escola, e esperar o melhor momento, já se passavam cinco anos, alguns dias a mais seriam a sobremesa.
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O interessante é que a partir daí, não me atrasava mais, nem dormia nas aulas, tinha finalmente um objetivo naquilo tudo. Teve uma manhã, caminhávamos (a turma) em direção a quadra de esportes, chutei a bola de futebol encharcada de lodo, acertou em cheio suas costas, a camisa branca ficou como um pano de chão de banheiro de rodoviária, porém, foi um acidente, eu não tinha planejado, assim, nem computei como parte do que faria. E assim passamos os dias, eu sabendo quem ele era, enquanto estava escrito em sua testa algo do tipo "Ele sabe o que fiz pelo jeito que me olha".
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Nada fiz, passou o ano, ele reprovou, o que já era sabido, não voltou no ano seguinte. Volta e meia me pego pensando no assunto. Mas, uma vez, comentando na sala de aula, sobre o roubo (não me recordo como paramos no assunto), olhei bem em seus olhos, e falei sobre minha certeza em quem tinha feito tal crueldade. Portanto, mesmo que eu não saiba o que farei, e, se farei, algo me faz pensar. Algo que possa, talvez, até ser a própria vingança que sempre planejei, pois naquele dia, quando lhe mostrei minha certeza, mesmo não sabendo o desfecho, uma coisa ficou clara em seus olhos: ele sabe.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coisas de fim de ano

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Lembro-me de quando o ano levava um ano para acabar. O verão começava em dezembro, terminando no início de março, portanto, o ano começava mesmo era em março, terminando no meio de dezembro. O ano letivo custava a passar, cada bimestre parecia o próprio ano com a questão das notas e a coisa toda. Em julho, o "mês" das férias, era outra eternidade, tempo suficiente para fazer diversas atividades, passar uma semana na casa de cada tio, ficar muito tempo em casa "fazendo" absolutamente nada, e, na última semana, ainda sobrava-me tempo para sentir saudades da escola e dos colegas, contando ansiosamente as "Sessões da Tarde", como um cronômetro de reinicio das atividades escolares.
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Quando temos um ano de vida, aquele ano é 100% de nossa vida, ou seja, todo o tempo do mundo, nosso mundo. Já no segundo, um ano é metade dela, assim, tendo dez anos, um ano corresponde a 10% de nossa existência. Então percebemos que nossos anos passam cada vez mais depressa. É muito mais "rápido" analisarmos o ano que acabamos de passar, para alguém de vinte anos, do que para alguém de cinco, já que este período, para o ser de vinte, é "muito menos tempo de vida" em sua existência do que para o mais jovem.
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Acredito que uns cinco ou seis meses atrás, estávamos nos "impressionando" ainda com o "novo" Especial Roberto Carlos, quando o locutor diz naquela voz grave "E dia 25...", aí dá-se um silêncio no aparelho áudio visual, aparece o mesmo cabeludo azul de sempre dizendo "quando eu estou aqui"... Nada disso, já faz um ano. Aliás, estamos mais perto do próximo "especial" do que do último, pois já devem ter lhe dito que o tempo não volta.
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E hoje, 27 de dezembro, estamos no período onde esta "velocidade" demasiada de nosso calendário biológico/mental é mais notável. Todo fim de ano blá blá blá... blá e blá. E essa coisa toda. Olha, impressionante o significado de todos os "blá’s". Não vamos nem entrar no "pré - blá", quando atingimos 75% do ano e começam os carros de som com os "(...)noite infeliz, noite infeliz(...)" e suas promoções de "primeira só depois do Natal" nos expulsando logo do ano que estamos, e nos enfiando goela a baixo o seguinte. Que nossos dias estão morrendo cada vez mais cedo é fato, não há volta, e sabemos que essa redução acelera numa PG com razão variável. Contra esse fenômeno não podemos lutar.
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Não sou otimista como um certo Ser do Norte, mesmo respeitando, lendo, "portanto", aprendendo também com este Ser, prefiro minha mente e meus pensamentos mais reais, mais lúcidos. Torço pelos acontecimentos e procuro agir conforme minha consciência requer, porém, sempre com o objetivo de, se, veja bem, se! algo surpreender, que seja de maneira positiva, pois a esperança não é a última que morre, e sim a que te mata. Embora, não recordo-me de algo me surpreendendo, fico sim feliz, ou infeliz, por vezes, com determinados fatos, que também por vezes, possam parecer surpreendentes. Porém, surpreso não é algo comum.
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O prólogo "intermediário" não fugiu da pauta. Nesses vinte e tantos anos de minha existência, onde aceleramos naturalmente o fim de cada ano, como que num mecanismo mental/evolucionário para uma possível procura desesperada de melhora, até o momento irrisória, analisando o histórico, noto algo ruim, "e não tri" no "gráfico" da vida (minha vida), a tendência é piorar. E, mesmo que coloques aí, em suas impressões, que sou demasiado jovem para tais colocações, saibas que não sabes o que sei, nem as concepções que perambulam em minha mente, portanto, não sabes o quão sábio ou aprendiz eu seja.
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Não com discurso maníaco depressivo, ou catastrófico, e sim de consciência real de situação. Simples e triste, se não tivemos melhora em nenhum dos anos deste período, o que te fazes pensar que este será o ano da melhora? Porque depois de amanhã é Virada de Ano? Porque desta vez prometemos que será diferente? Comeremos lentilha também? Piça, todos os dias acordamos (mundo humano) com a última grande chance e não fizemos porra alguma com ela.
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Assim como fiéis aglomeram-se aos domingos pedindo perdão ao seu deus pelos pecados que cometerão a partir de segunda, prometemos ao início de cada ano algo que não servirá como projeto de vida deste ano, e sim de um pedido de desculpas esfarrapado pela grande merda que fizemos no ano corrente. É vergonhoso iniciar um ano prometendo algo que lhe esteve nas mãos durante toda uma vida e não foi feito.
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Não cometerei este erro. Depois de amanhã, não vou começar a acordar mais cedo, não vou falar menos palavrão nem perdoar aqueles que são meus inimigos, não vestirei branco nem comerei lentilhas. E, daqui um ano, o que está me parecendo ser daqui algumas semanas, sentarei, ruminarei as verdades e mentiras que contei e que me foram contadas, e pensarei: Foda-se.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Felicidade é o caos

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Já faz um certo tempo, alguns milhões de anos, nossos ancestrais estavam um tanto quanto incomodados vendo os seus sendo comidos por predadores ou massacrados por tribos rivais. Então, resolveram enfrentar o problema.
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Tinham a noção de que coisas pontudas, ou, ao menos muito finas, poderiam ferir a carne, humana ou de animais, ou, matar. Assim, a pedra, de fácil moldagem, e, ao mesmo tempo, dura e resistente o suficiente, tornou-se ótima alternativa para as primeiras armas, transformando-se em pontas de lanças, facas e tal...
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Historiadores da evolução da espécie humana contam que a partir daí, a coisa toda deu um grande passo, pois a carne entrou no cardápio de maneira definitiva. Sem diminuir a importância evolucionária dessas armas/ferramentas, nem o trabalho dos profissionais citados, na minha opinião, o grande feito nesse processo, de chocar pedras com o objetivo de molda-las, não foi exatamente o objeto obtido, feito mesmo era observar que chocando as pedras, por vezes, faíscas apareciam.
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Ora, sabemos o que a informática, por exemplo, evoluiu nos últimos 20 anos, pensando melhor, 10 anos, não, 1 ano... quer dizer... bom, comprei o computador, no qual escrevo este texto, no meio do ano, já está ultrapassado (e quando comprei era um "coice"). Agora, tendo em mente essa nossa capacidade de transformar/evoluir qualquer coisa, é fácil entender que daquelas faíscas que saiam das pedras, para o fogo, foi um tapa. Mais fácil ainda se entenderes que levaram mais tempo do que nós passamos de "tramelinha do bolachão" para pendrive.
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Acelerando um pouco mais o esquema evolucionário, sabe-se que, com o fogo, notou-se que os predadores não se aproximavam; com os predadores "controlados", poderiam dormir no chão; com estes seres mais no chão, e menos nas árvores, torna-se mais comum o andar ereto; assim, tornando as mãos mais ociosas, começam a carregar coisas, aumentando suas habilidades manuais, moldando/manipulando/criando novas ferramentas, com outros materiais, e, daí até chegarmos na Internet é outro tapa.
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Pulando logo este prólogo, que parece mais uma missa de Domingo (espero que não tão chato quanto), entramos na questão da felicidade.
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Se nossos ancestrais não estivessem incomodados com aquela situação, com predadores e inimigos, não teriam criado as armas, daí sem fogo e por aí vai. A felicidade é o caos. O que tu fazes quando feliz? A resposta é simples: NADA. O ser feliz quer mais é que a coisa fique como está. Se tu deixas como está, não trabalhas naquilo, e não evoluirá. Então, se o ócio é o caos, a adversidade, é a mãe da evolução. O ser infeliz, ou melhor, o ser que está numa situação adversa, cria/elabora maneiras de escapar de tal situação.
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Não falo aqui da "infelicidade triste", pois esta também é péssima na "ajuda" para evolução/progresso da mente. Sim, o ser deve obter estímulos, de outra forma, é como brincar de fazer um cão pegar algo e nunca deixa-lo pegar, o cusco certamente perderá a gana em faze-lo. "Infelicidade feliz"? bem, como diz um baita amigo meu do Norte: "Adoro os dias frios, cinzentos, de chuva que me deixam plenamente feliz de tanta tristeza".
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A umas duas semanas atrás, obtive um feito importante, que eu já buscava havia algum tempo, numa jornada longa, cheia de "infelicidade, felizes e tristes", o que tornou este feito ainda mais importante, e também feliz. Esta alegria, pelo feito, foi terrível. No dia do feito, pensava o tempo inteiro em ir para casa, sentar meu lombilho, e escrever sobre. O foda é que toda a tal alegria momentânea me tirou a vontade de escrever, eu queria escrever, mas não tinha o que escrever. No dia mesmo, já havia diagnosticado o problema, e pensei: "bom, se não escrevo hoje, amanhã ou depois já volto ao normal, e escrevo". Piça, a merda toda me tirou duas semanas. Me tirou? Bom, lembra que a felicidade te "faz fazeres nada"? Pois bem, no ócio não evoluo, não evoluindo fico para trás, e perco tempo.
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O que me deixava mais puto era que a raiva da tal alegria momentânea não me trazia de volta ao normal, chega a ser irônico. Continuava me aborrecendo com as notícias, com o que lia, que ouvia, com "aqueles seres iluminados" com seus porta-malas cheios de caixas de som, demonstrando o quão inversamente proporcional são seus cérebros em relação ao volume que usam. Mas não normal, esse estado mesmo só fui "reconquistar" novamente semana passada, com outro episódio, de um asno vomitando crueldade para cima do meu amigo Duff.
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Sejamos coerentes, não há ser feliz, bom, talvez sim, mas é fato que o grau de felicidade do ser é inversamente proporcional a sua ignorância sobre os fatos. O que precisamos são "injeções" momentâneas de alegria, mas, que estas não durem muito, para que não percamos muito tempo.
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Que bom que é ruim, ou, usando uma frase eternizada na minha família pelo meu irmão: "é ruim, mas é tri". Ele usou essa "verdade" com outro propósito, mas certamente se encaixa na minha teoria. Que "prova", que felicidade é o caos evolucionário, que a adversidade é que deve ser buscada, e, que voltei a ser normal, voltei a ser infeliz, felizmente.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fútilbol, maldade e cultura. Parte 1

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Futebol é fútil, e, por isso, o chamo de "fútilbol". Sim, vejo fútilbol, mas não é bem assim.
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Tirando jogos da dupla Grenal, onde torço para os dois (leia este blog e entenderá), os demais "observo" não pelo "lance", nem pelos "impedimentos e posses de bola". Observo pela questão sociocultural. Parece chato, mas é muito... mas muito mais interessante. Prefiro analisar o quão filho da puta está o Kleber Machado em uma partida do que as "pedaladas patéticas" do Robinho.
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Mas não é o "triatleta" preferido da Dona Gorda, nem as pérolas de seus radialistas, o assunto da pauta.
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A questão é que mesmo este jogo, lembre-se, não é um esporte, sendo absolutamente isento de mínimo teor intelectual, nos deparamos por vezes com seres deslocados no meio "FÚTILbolístico".
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Quando acordei hoje (acho que eram umas 14h), abri a Zero Hora, fui direto na contracapa, não pelo assunto de lá, mas por sempre ler jornais e revistas assim.
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Então leio: "(...) é uma quebra da norma resignada que parecia ser oficial. Já se vê que não é, trata-se apenas do que fica no lugar de uma informação completa ou imprecisa (...)".
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Grande Professor. Consegue, como poucos, descrever uma contratação do Grêmio para próxima temporada, relacionando-a com a imprensa, de uma forma que faça o ser desprovido de tal habilidade cognitiva (99,99% dos leitores) pular o parágrafo, pois ao menos se tocam que não entenderiam o restante.
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Fernandão, maior ídolo da história do Internacional, é um ser diferenciado. Enquanto o restante do grupo fazia compras em Yokohama, Fernando aprimorava seu japonês. Também fala francês, inglês, espanhol, árabe, e talvez mais alguma coisa. Nas entrevistas sempre mostra porque sempre é o capitão e referência técnica por onde passa, mesmo não tendo o "dom de pedalar" e essas coisas.
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Mesmo com Fernandão, por vezes me deparava com certas atitudes que iam contra ao que eu achava do cara e tal... o que era bem estranho. Até que escutei uma frase, também do Professor, esta, no Sala de Redação, que explicou o "desentendido": "(...)este um ser diferenciado, para os parâmetros do futebol(...)".
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